RECEITA BRUTA DA PROFARMA CRESCE 26,5% NO 1º TRIMESTRE DO ANO


12/05/2008

A Profarma, distribuidora de produtos farmacêuticos com sede no Rio de Janeiro, apresentou lucro líquido de R$ 4,998 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 1,96% na comparação aos R$ 5,089 milhões de igual período do ano passado. A receita bruta cresceu 26,51%, passando de R$ 555,35 milhões para R$ 702,574 milhões nos três primeiros meses deste ano frente a igual período de 2007. Em teleconferência para analistas, o diretor Financeiro e de Relações com os Investidores da Profarma, Max Fischer, disse que os resultados foram impactados pela antecipação de compras, em fevereiro e março, para formação de estoques adicionais, após o aumento de preço de 3,1% ocorrido em 31 de março deste ano. Os resultados apontam para um crescimento em linha com o que vem acontecendo nos últimos anos. “A Profarma está entre os três líderes em seu segmento e nosso market share cresceu de 10,7% para 11,8%.”, afirmou o executivo. A queda do lucro líquido da empresa, a despeito do forte crescimento da receita, também foi atribuído à redução do lucro operacional em 0,1 ponto percentual e ao aumento em R$ 2,5 milhões das despesas financeiras líquidas, que financiou o crescimento apurado pela companhia no período. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) da companhia somou R$ 18,6 milhões de janeiro a março de 2008, aumento de 24% na comparação aos R$ 15 milhões apurados no primeiro trimestre do ano passado. O crescimento da receita ocorreu, principalmente, com o incremento da venda de remédios em 15,2% nas áreas já existentes. Os destaques no trimestre, em comparação a igual período do ano anterior, ficaram com os estados da Bahia e do Rio de Janeiro com crescimentos de 24,6% e 17,7%, respectivamente. Já o estado de São Paulo alterou seu modelo de cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), introduzindo a substituição tributária que, mesmo sem alteração de carga tributária, impactou nas necessidades de capital de giro tanto da distribuição quanto do varejo. Desta forma, o mercado de São Paulo sofreu uma queda de 4,5% neste primeiro trimestre de 2008, frente ao quarto trimestre de 2007, enquanto a queda do mercado total foi de 1,2%, afetando tanto os distribuidores como os varejistas. Os empréstimos de curto e longo prazo da empresa totalizaram R$ 158 milhões, representando um decréscimo de 16% em relação ao 4º trimestre de 2007. Segundo a Profarma, a diminuição está associada à liquidação antecipada de empréstimos em função da disponibilidade de caixa existente no período. Houve melhoria no nível de serviço, atingindo 91,2% no 1º trimestre deste ano, um crescimento de 1.2 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2007 e 0.3 ponto percentual em relação ao último trimestre daquele ano. Os remédios de marca (branded) responderam por R$ 503 milhões da receita bruta da companhia neste primeiro trimestre, frente aos R$ 374 milhões de igual período do ano passado, crescimento de 34,5%. Os genéricos aumentaram apenas 2,8%, de R$ 33 milhões para R$ 34 milhões, resultado do aumento da competição no setor. Receita bruta da Profarma cresce 26,5% no 1º trimestre do ano Sobre a informalidade no setor, Fischer afirmou que medidas como a nota fiscal eletrônica e a substituição tributária em São Paulo e Paraná ajudam a reduzir brechas, embora tenha dito não acreditar no fim dessa informalidade. "A criatividade, nesse sentido, é quase ilimitada, mas o caminho levará à redução de brechas", afirmou.



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