RASTREAMENTO DE REMÉDIOS


11/03/2008

A Anvisa quer mudar a forma usada para reconhecer se um medicamento é falso ou verdadeiro. A nova tecnologia de combate à fraude permite rastrear cada frasco de remédio desde o momento em que ele é fabricado. Na hora de comprar remédios, a preocupação é com o preço e também com a garantia de que não se vai levar pra casa um produto falsificado. Mas pouca gente sabe como identificar um medicamento original. Todas as caixas de remédios têm uma "raspadinha"; quando o produto é verdadeiro, surge o nome do laboratório, e quando é falso, não aparece nome algum. Mesmo assim, é difícil perceber se um remédio é autêntico, só pela caixa. No ano passado, foram identificados oito casos de medicamentos falsificados, a maioria para tratar impotência masculina. O governo vai mudar a forma de identificar a autenticidade dos remédios. A raspadinha deve ser substituída por uma tecnologia mais moderna, que vai permitir que a Anvisa acompanhe todos os lugares por onde o medicamento passou, desde a fábrica até a farmácia. No laboratório, cada caixa vai passar a ter um número - hoje existe apenas o número do lote. Toda movimentação até chegar ao consumidor vai ser registrada num banco de dados. A indústria farmacêutica apóia as mudanças O presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, explica que a mudança deve inibir o roubo de carga e vai tornar mais rápidas, por exemplo, ações para retirar do mercado produtos com problemas de fabricação. "Vai ser muito mais fácil porque nós saberemos exatamente para onde foram esses medicamentos e de onde eles saíram", afirma. "O processo de falsificação - ou seja, o crime - procura sempre aperfeiçoar. O nosso trabalho é encontrar mecanismos para que eles sejam descobertos e para que os criminosos respondam perante a lei".



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