PREÇOS DE REMÉDIOS DEVEM TER AUMENTO DE 4,67% EM ABRIL


13/02/2008

Os brasileiros já podem preparar o bolso. A partir de 1º de abril, passam a vigorar os novos preços de medicamentos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência ainda não divulgou o índice para este ano, mas, segundo estimativa de Márcio Nakane, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, ele deve ser de até 4,67%. Para calcular o valor máximo de reajuste autorizado, a Anvisa divide os medicamentos em três faixas, de acordo com a participação dos genéricos no segmento. Na faixa 1, onde em 2007 ficaram remédios como Xenical, Omeprazol, Amoxilina MG, estão os medicamentos em que os genéricos representam 20% ou mais do segmento. Para esse nível, o reajuste previsto por Nakane é de 4,67%. Para a faixa 2, o consumidor pode esperar aumento de até 3,63%. Ela é representada pelos medicamentos com participação do genérico de 15% a 20%. Em 2007, o antiinflamatório Prexige e o Lexotan estavam nesse nível. Já para a faixa 3, onde a participação dos genéricos fica abaixo de 15%, o reajuste deve ser de 2,58%. Entre os remédios representativos desse nível em 2007 estavam Dorflex, Viagra e Yasmim. A Anvisa usa quatro elementos para determinar o reajuste anual de medicamentos. O IPCA medido entre março e fevereiro, o fator de produtividade das empresas - que neste ano foi de 2,09%-, além da participação dos genéricos no mercado e os custos dos insumos. - Os percentuais de aumento parecem razoáveis - analisa Nakane. O reajuste máximo não fica muito acima da inflação do período. O IPC acumulado de março de 2007 a fevereiro de 2008 deve ficar entre 4,40% e 4,50%, segundo Nakane. A maioria dos brasileiros deve ser afetada pelo aumento de 2,58%. A faixa 3 representa 66% dos medicamentos vendidos. A Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) não comentaram as estimativas.



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