PÍLULA ANTIBARRIGA CAUSA CINCO MORTES


04/06/2008

Frankfurt - O medicamento para perda de peso Acomplia - conhecido como pílula contra barriga ou antibarriga -, fabricado pela Sanofi-Aventis e rejeitado em junho passado por um grupo de especialistas da Food and Drug Administration (FDA), foi vinculado a cinco mortes no Reino Unido desde que a pílula chegou ao mercado há dois anos. Segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Saúde (Mhra, na sigla em inglês), já foram mencionados 720 casos de reações adversas do uso do Acomplia no Reino Unido. Alguns dos chamados relatos de reações adversas de drogas (ADR, na sigla em inglês) envolveram mais do que efeitos colaterais, elevando o total para mais de 2,1 mil casos, informou a Sanofi. Os dados, que cobrem os relatos desde a estréia do tratamento, de junho de 2006 até 9 de maio passado, estão disponíveis no website da Sanofi. Cinco desses casos foram fatais, incluindo um paciente que cometeu suicídio, de acordo com o relatório. Os efeitos colaterais individuais podem ir de dores de cabeça, reações de pele ou respiração, até problemas cardíacos. A Sanofi, com sede em Paris, recebeu um golpe um ano atrás quando um painel da FDA votou contra a recomendação da pílula para aprovação por causa de um possível risco de suicídio. A Sanofi informou ontem que está monitorando a segurança do produto com os reguladores. "Estamos trabalhando estreitamente com a FDA para cumprir as exigências", disse ontem Alexandre Moreau, o vice-presidente da Sanofi, que supervisiona o marketing de produtos para diabetes. "Estivemos em contato com eles. O Acomplia não é para todos, por isso estamos trabalhando para identificar o tipo certo de paciente", disse Moreau. As reações foram relatadas pelo Esquema de Cartão Amarelo da Mhra, que oferece um sistema para detecção antecipada dos perigos para a segurança dos novos medicamentos e monitoração rotineira dos medicamentos em uso clínico. Os relatos são submetidos voluntariamente pelos médicos, enfermeiras, farmacêuticos, pacientes, investigadores de casos de morte ou suicídio e altos executivos da companhia. Duas mortes foram relacionadas a problemas coronários, uma envolveu infecção, outra foi por morte súbita e a última foi suicídio. A maior parte dos dados foram relatados pela Mhra, que divulgou o relatório no mês passado.



◂ VOLTAR