MAIS RIGOR PARA OBTER HABILITAÇÃO


27/02/2008

Para tentar reduzir acidentes, Denatran endurece regras para exames físicos e psicológicos Quem quiser tirar, renovar ou mudar a categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) terá que cumprir mais exigências. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mudou segunda-feira as regras dos exames físicos e psicológicos aplicados a motoristas já habilitados e candidatos que vão tirar o documento pela primeira vez. Segundo o Denatran, o objetivo das mudanças é combater as causas de acidentes de trânsito provocados por problemas de saúde dos motoristas. Pelas novas regras, serão feitas avaliações cardiológicas, auditivas, neurológicas e oftalmológicas mais detalhadas dos condutores. Obrigatoriamente, o motorista terá que responder a questionário com 10 perguntas sobre sua saúde. Há questões sobre consumo de bebidas alcoólicas, remédios e drogas ilícitas. QUESTIONÁRIO Se alguma resposta do questionário for falsa e comprovada pelo envolvimento posterior da pessoa num acidente, o motorista pode ser responsabilizado criminalmente, de acordo com o Código Penal. Uma das principais mudanças é a prova de capacidade auditiva. Um examinador pronunciará palavras a dois metros de distância, sem que o motorista o veja. Ele terá que repeti-las sem dificuldades. Se não conseguir, poderá ser solicitado exame audiométrico. Os índices mínimos de acuidade visual e campo visual necessários também mudaram — para menos. Por exemplo, para a categoria B (carro), o mínimo exigido em cada olho passou de 66% para 50%. Já a avaliação cardiorrespiratória terá medição de pressão arterial e entrevistas para saber se o condutor já teve enfarte, foi operado ou se sofre de arritmia e insuficiência cardíaca. O Detran informou que já notificou as clínicas conveniadas sobre as mudanças. Porém, ainda serão necessárias mudanças no sistema de informatização para as regras passarem a vigorar. Ainda não há previsão de data. Epiléticos podem tirar a carteira As mudanças beneficiaram quem sofre de epilepsia — doença que se manifesta por crises de perda da consciência, acompanhadas de convulsões, que surgem em intervalos irregulares de tempo. Os exames neurológicos, que já existem e avaliam mobilidade, coordenação motora, força e sensibilidade, poderão aprovar epiléticos. Será feita avaliação específica que exige que o doente esteja há pelo menos um ano sem crise. Dependendo do resultado das avaliações de todos os testes, os candidatos poderão ser considerados aptos; aptos com restrições (nesse caso, podem ser obrigados a passar até por avaliações anuais); inaptos temporários (por causa de pressão arterial, por exemplo) ou inaptos.



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