LABORATÓRIO LANÇA ADESIVO INÉDITO PARA TRATAMENTO DE ALZHEIMER


11/04/2008

Considerada uma doença degenerativa que atinge principalmente homens e mulheres acima dos 65 anos, a Doença ou Mal de Alzheimer é uma forma de demência que afeta principalmente a memória, o humor e as habilidades motoras de forma progressiva e que, mesmo descoberta há 102 anos, até hoje não possui uma cura. Mas a medicina moderna tem evoluído muito no que diz respeito a medicamentos que visam aliviar os sintomas. Prova disso é o adesivo Exelon Patch (rivastigmina de administração transdérmica), que chegou às farmácias em fevereiro, e que promete não só aliviar os sintomas do Mal de Alzheimer, como também substituir as terapias orais, que geralmente causam desconforto ao paciente, como náuseas e vômitos. Além de causar menos danos ao paciente, o Excelon Patch, que é indicado para o tratamento da doença em suas fases de leve a moderada, traz benefícios também ao chamado cuidador do idoso. De acordo com o gerontologista Paulo Renato Canineu, diretor do Hiléa, espécie de hotel-clínica (ou centro de convivência, como é chamado pelos funcionários) em São Paulo que trata pacientes idosos, em geral com algum tipo de demência, inclusive o Alzheimer, muitas vezes a pessoa que toma conta do doente, por causa do estresse físico e emocional, pode acabar esquecendo de ministrar o remédio via oral, ou até mesmo ministra-lo mais vezes que o indicado. - Como o adesivo só precisa ser trocado uma vez ao dia, o cuidador não corre o risco de esquecer de ministra-lo ao paciente – explicou o médico, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ). – O ideal é fazer isso sempre no mesmo horário, geralmente após o banho. A substituição dos comprimidos pelo adesivo, que é um pouco menor que uma moeda de um real, também permite que o medicamento chegue mais rápido até a corrente sangüínea, evitando que o remédio atinja órgãos como estômago e fígado, principal causa de reclamações no caso dos medicamentos administrados por via oral. Segundo relatos de pacientes, o adesivo traz resultados mais imediatos, já que combate a progressão dos sintomas da doença. Além disso, quando o uso é suspenso, o medicamento demora de duas a três horas para deixar de circular na corrente sangüínea, diferentemente do que ocorre com o comprimido. Segundo Canineu, o Excelon Patch praticamente não tem contra-indicações, podendo ser, inclusive, ministrado junto a medicamentos que combatem a hipertensão, a depressão e o diabetes, doenças comuns em pacientes com idade avançada. O que pode eventualmente ocorrer é uma pequena irritação na pele, que pode ser evitada fazendo-se rodízio no local onde o adesivo é colado. - O mais indicado é colar o Excelon Patch em local limpo e que não apresente feridas ou irritações. Se o paciente for peludo, deve-se raspar o local com 24 horas de antecedência antes de colocar o adesivo – resumiu Canineu. O Excelon Patch chega às farmácias com preço sugerido de R$ 12,74 ao dia, já com os 18% de ICMS incluídos. O MAL DE ALZHEIMER Atualmente, 60% dos casos de Alzheimer ocorrem em países em desenvolvimento, enquanto 40% foram detectados em países desenvolvidos. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, existem cerca de um milhão de pacientes diagnosticados com a doença e é a terceira maior causa de morte de idosos no Brasil. Apesar de ainda não existir um método isolado, o diagnóstico do Mal de Alzheimer pode ser feito observando-se os sintomas do paciente, que geralmente apresentam perda de memória recente no primeiro estágio da doença. Além disso, mostram dificuldade de compreensão e expressão, dificuldade de compreensão e expressão, de realizar atividades rotineiras, além de agressividade – muitas vezes ao final do dia e delírios. CENTRO DE CONVIVÊNCIA DE IDOSOS Além do tratamento com remédios, os pacientes que apresentam o Mal de Alzheimer costumam apresentar melhora com o chamado tratamento não farmacológico, incluindo aí orientação nutricional. Aliando as duas técnicas, foi inaugurado em São Paulo, no final de 2007, o Hiléa, centro de vivência de idosos que visa proporcionar cuidados específicos aos idosos. Espécie de hotel-clínica, o Hiléa possui 4.000 m2 de área e pode receber 119 pacientes, que passarão a residir no local, além de receber outros que somente participarão de atividades diárias. Totalmente equipado com pisos antiderrapantes, rampas que facilitam a locomoção de cadeirantes, além de laboratórios de AVDs (atividades de vida diária), que visam estimular o idoso através de atividades cotidianas, como cozinhar, o centro foi possui decoração que remete aos anos 50, o que facilita o estímulo de memórias afetivas do paciente.



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