DEZ ANOS DE LIBERTAÇÃO MASCULINA


29/05/2008

O Viagra foi o pontapé inicial para o tratamento rápido e eficaz da disfunção erétil. Junho de 1998: as farmácias brasileiras ganhavam autorização para comercializar Viagra, o comprimido azul em forma de diamante fabricado pela Pfizer. Junho de 2008: o medicamento que combate a impotência sexual masculina é reconhecido por um feito que vai além de devolver a rotina sexual a muitos casais - a disfunção erétil deixou de ser um grande tabu e quem sofre com o problema quer tratamento. ''Podemos afirmar que o Viagra representou uma revolução quando o assunto é sexo. O produto estimulou os homens a procurar informações sobre o que é a falta de ereção'', comenta o terapeuta sexual Calvino Fernandes. De fato, o Viagra foi o pontapé inicial para o tratamento rápido e eficaz da disfunção erétil. O medicamento está disponível nas farmácias, ao alcance das mãos, mas não de todos os bolsos. Há uma década, cada comprimido não saía por menos de R$ 13. Hoje, cada comprimido azul custa em torno de R$ 23. Contudo, o Viagra já não está mais sozinho no mercado. Ele ganhou concorrentes fortes, como o Cialis, que também tem preço salgado, em torno de R$ 25 cada comprimido. Porém, mesmo os donos de bolsos sem muito recheio podem desfrutar das maravilhas das pílulas contra a impotência. Há cinco anos, a fórmula do Viagra foi liberada pela Pfizer e a versão manipulada começou a ser produzida. Em uma farmácia de Londrina, cada cápsula manipulada é vendida por R$ 13. Outro ''concorrente'' é o Pramil, medicamento que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é comercializado informalmente por apenas R$ 2,50 cada pílula (veja nesta página). Concorrentes à parte, os números fornecidos pelo fabricante são altos: 1,8 bilhão de comprimidos vendidos em 10 anos. 35 milhões de homens já consumiram o remédio em 120 países. No mundo, seis pílulas azuis são comercializadas por segundo. Desde 1998, os brasileiros consumiram 80 milhões de comprimidos de Viagra. No ano passado, 7,1 milhões de comprimidos foram vendidos no Brasil. ''Fechamos o ano de 2007 na liderança em número de comprimidos vendidos, com 41,8% desse mercado'', comemora Eurico Correia, gerente médico de grupo de produtos da Pfizer Brasil. Por outro lado, os fabricantes do Cialis, Laboratório Lilly, comemoram os números de 2008. Neste ano, 7,2 milhões de comprimidos foram comercializados, movimentando R$ 131,4 milhões. ''O crescimento de Cialis confirma que estamos no caminho certo para a liderança em vendas do segmento de disfunção erétil. De janeiro a março deste ano crescemos 33,4% em relação ao mesmo período de 2007'', comenta o diretor de marketing e vendas da multinacional, Antonio Alas. Nas farmácias procuradas pela FOLHA, os atendentes são unânimes em dizer que outros remédios para facilitar a ereção, como o Levitra - do Laboratório Bayer/Glaxo - e o Vivanza - Laboratório Medley - têm boa procura. Os vendedores informais do Pramil também não titubeiam em informar que os comprimidos ''vendem igual água''.



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