COMER TOMATE TODO DIA AJUDA A PROTEJER A PELE, DIZ ESTUDO


13/05/2008

Ingestão da fruta pode contribuir para retardar o envelhecimento A ingestão de polpa de tomate concentrada pode ajudar a prevenir as queimaduras do sol na pele e o seu envelhecimento prematuro, concluiu um estudo realizado por cientistas britânicos. A pesquisa sugere que duas refeições diárias à base de tomate podem ajudar na prevenção contra os efeitos maléficos do sol. A exposição a essas radiações pode levar ao envelhecimento precoce ou mesmo provocar cancro da pele. Os cientistas da Universidade de Manchester e Newcastle, no Reino Unido, fizeram uma experiência com dez voluntários que, durante três meses, consumiram diariamente 55 g de massa de tomate misturadas a 10 g de azeite. Outros dez participantes tomaram apenas as 10 g de azeite. Ao fim dos três meses, os especialistas britânicos fizeram exames de pele nos participantes e perceberam que os que haviam comido a massa de tomate tiveram a proteção contra os raios solares ultra-violeta aumentada em 33%, além de maiores níveis de procolágeno - molécula que dá estrutura à pele e a mantém firme, ajudando na prevenção contra rugas. "A dieta à base de tomate aumentou o nível de procolágeno na pele significativamente, podendo retardar o envelhecimento da pele", disse a professora Lesley Rhodes, dermatologista na Universidade de Manchester. "E nem é preciso comer muito da fruta. A quantidade administrada aos voluntários é equivalente à encontrada em algumas refeições à base de tomate", disse a pesquisadora. EFEITO Segundo os cálculos dos cientistas, o efeito da pasta de tomate concentrada era equivalente ao factor de protecção 1,3 de um creme protetor solar. A Sociedade Britânica de Dermatologia Investigativa acredita que o antioxidante licopeno - que dá a cor avermelhada ao tomate - esteja por trás das propriedades benéficas da fruta. Esse componente, encontrado em grande concentração quando o tomate é cozido, também é conhecido por seus benefícios contra o câncer de próstata. Os especialistas advertiram que a proteção oferecida pelo tomate contra os raios ultra-violeta deve ser encarada como uma "ferramenta a mais" contra os efeitos do sol e, não, como um substituto do protetor solar. O estudo foi apresentado anteontem na Sociedade Britânica para Investigações Dermatológicas em Oxford, no Reino Unido. Risco Agrotóxicos são problema Os consumidores têm uma missão difícil: evitar o consumo do tomate com excesso de agrotóxicos. O alimento está entre os que apresentam o maior índice de resíduos de agrotóxicos no Brasil, segundo relatório do Programa Nacional de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para). O documento apontou contaminação de cerca de 40% do tomate, alface e morango consumidos no Brasil. O excesso de agrotóxicos pode causar prejuízos à saúde humana que vão de alergia temporária a doenças crônicas. Na lista de alterações causadas pelos defensivos, estão reações neurológicas e sobrecarga do fígado. "Existem mais de 400 pesticidas permitidos para uso e bactérias diferentes que causam efeitos diversos para a saúde. Podem causar problemas neurológicos, podem levar ao desenvolvimento de câncer e outras patologias", lista a coordenadora do Laboratório de Toxicologia da Universidade de Brasília, Eloísa Caldas. Segundo ela, em geral, não é possível notar a existência de resíduos pela aparência ou sabor do alimento, e o melhor é preferir os tomates orgânicos.



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