ACESSO AO SNGPC AINDA É DIFÍCIL, DIZ FARMACÊUTICO


14/02/2008

Estabelecimentos farmacêuticos que vendem remédios de tarja preta não vão poder mais fazer o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com o receituário de papel. Desde o dia 27 passado, o controle desse tipo de medicamento deve ser feito eletronicamente. No ato da compra, os vendedores têm que enviar o registro com nome do paciente e do médico que receitou o medicamento. Os remédios de tarja preta exigem maior cautela e só podem ser adquiridos com receita especial. Segundo o presidente do Sindicato das Drogarias e Farmácias do Distrito Federal, Felipe de Faria, o novo sistema proporciona mais segurança ao médico que prescreve o medicamento, ao usuário e aos empresários do ramo. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, ele ressaltou, entretanto, que o sistema da Anvisa ainda não consegue atender com eficiência a demanda de acessos. Faria disse que muitas empresas cancelaram a venda dos remédios controlados, não por inoperância das drogarias, mas por causa dos problemas constantes com problemas de acesso ao sistema eletrônico de controle. Outro problema é a falta de comunicação. “A única forma de mantermos contato com a Anvisa é através de e-mails. Mesmo assim, as respostas costumam demorar e não trazem soluções.” A diretora presidente substituta da Anvisa, Maria Cecília Martins Brito, admitiu a deficiência, mas informou que novos operadores já foram contratados para solucionar o problema. De acordo com ela, objetivo do novo sistema é reduzir a venda de psicotrópicos (drogas que agem no sistemas nervosos central, produzindo alterações de comportamento, humor e cognição, que podem causar dependência). Os estabelecimentos que não estiverem operando com o sistema da Anvisa, estão sujeitos a multas. O presidente do Sindicato das Drogarias e Farmácias do Distrito Federal afirma, entretanto, que é preciso implantar primeiro um sistema seguro e preciso, para depois tomar medidas com essa.



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